O NINJA realmente mudou a minha vida. Eu existi antes e depois dele – o que apenas se alterou, pela segunda vez, com o nascimento de minha filha, MARTINA, igualmente presenteada pela minha esposa, Ana Paula. Fiel, amigo e companheiro, o NINJA sempre foi amado por todos da família, inclusive por vizinhos, por nossos amigos e (nossos) desconhecidos: pessoas e crianças (na maioria) que paravam para brincar e sabiam exatamente onde “ele” morava. No máximo éramos acessórios do principal (os “pais” do NINJA. Aliás, tanto era o carinho que ele mereceu apelidos, dentre os quais o curioso “Tobias”. Sempre foi um cão DE AMOR – que o deu (para todos) e o recebeu (de todos,) sem limites. Fazê-lo partir foi a pior decisão já tomada, mas necessária para não deixá-lo sofrer. O destino estava certo e seria terrível, como atestado por quatro veterinários. Melhor, então, foi fazê-lo partir sem qualquer dor, sem um traço de ansiedade, em casa, deitado num edredom sobre a grama, na sombra (numa tarde linda, com sol de brigadeiro), comigo e com a Ana Paula ao seu lado, depois de uma boa volta na quadra… Quemn passeava no entorno do Angeloni do Bigorrilho certamente vai lembrar-se dele… Então, lembrem dele com um sorriso ou mesmo com uma gargalhada pois era o que ele certamente queria ver em todos, e, mesmo sem se esforçar muito, facilmente conseguia.

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