A Meg nos escolheu, quando era só uma bebezinha de 40 dias, passei por ela indo ao mercado, estava deitada em frente um portão, no sol de dezembro, onde crianças do lado de dentro brincavam e ela ali fritando na calçada, sem um potinho de água ao menos.

Na volta do mercado passei olhando já com o coração apertado, ela se levantou e veio atrás e minha irmã falava não olha que ela está vindo.

Cheguei em casa, contei pra minha mãe que perguntou se eu ia pegar?

Respondi que não sabia, mais tarde minha mãe ia para a casa da minha avó, passamos por ela, quando voltava do ponto de ônibus iniciou aquele temporal de verão, passei, coloquei-a embaixo do braço e viemos pra casa.

Primeiro dei água, comida depois um banho e as pulguinhas pulavam.

E depois disso ela esteve conosco por 12 anos, quase 13, onde foi cuidada, mimada e muito amada, minha velhinha ranzinza, mas nao briguenta, só mostrava quem mandava no pedaço, que amava brincar com bolinhas e garrafa pet, não deixava dar beijos, mas a mamãe conseguia, já ela, amava dar muitos lambeijos, sabia quando estava triste e tinha apenas que ficar do lado pedindo carinho, dando lambeijos ou trazendo uma bolinha pra jogar e alegrar-nos.

Mamãe sentiu demais sua partida, que foi repentina pelo modo como foi. Tivemos de abril a julho apenas, estes meses voaram e a cada dia meu coração se apertava sabendo que era um dia a menos com você, mas me dediquei totalmente a estar com você, aproveitar cada minuto ao seu lado, criar mais memórias do que já tínhamos em todos estes anos.

Te amo pra sempre minha pretinha, eterno bebê da mamãe. 

Saudades eternas.

 

 

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