A gente sempre escuta que o amor também é deixar ir, mas como deixar ir um serzinho que fez parte da nossa família por 17 anos?
Sempre cheio de amor, com seu jeitinho de deitar nos meus pés pra aquecer, roubar comidinhas da geladeira (bacon era o seu favorito), e nem se fala dos chocolates… só de abrir por perto já era preciso o dobro de cuidado pra você não pegar.
Charlie, Charliezoca… como você foi amado. Como você é amado. E como sempre vai ser. Você é nossa família, aqui ou em qualquer outro plano. Nos ensinou tanto. Mesmo com dor, seguia do nosso lado, cheio de carinho.
Posso dizer que a decisão de deixar você ir foi uma das mais difíceis da minha vida. Dói saber que vou chegar na casa da mãe e você não vai estar lá me esperando pra ganhar um petisco. Que nas terças, quando ela estiver em casa, você não vai estar ali deitadinho com ela.
Que agora, ao abrir um chocolate, não vou mais precisar esconder.
Lembro do dia em que você chegou como se fosse ontem. Uma bolinha de pelo cheia de personalidade.
Onde quer que você esteja agora, espero que esteja sereno, com aquela energia de cachorro brincalhão que, só de olhar pra gente, já pedia carinho esfregando as patinhas no rosto.
Te amo muito. E sempre vou lembrar de você. Pra sempre. Afinal, você foi o meu primeiro dog.
Amar também é deixar ir. É ter coragem de abrir mão da presença física pra permitir que quem a gente ama possa descansar em paz, sem dor, mesmo quando tudo o que mais queremos é ter por perto.
Obrigada por tudo. Descanse em paz, meu denguinho!