Para sempre sol no meu coração
Catatau não era só um cachorro.
Era inteligência pura, alegria em patas, carinho em forma de olhar.
Tinha o dom raro de conquistar qualquer um — até os mais fechados. Com aquele jeitinho brincalhão, gentil e protetor, ele fazia do mundo um lugar mais leve.
Amava o sol como quem entende os segredos da luz.
Passava o dia esticado sob os raios dourados, como se se bronzeasse… e talvez bronzear fosse só mais uma forma de amar a vida.
Sabia tudo sem nunca ter aprendido.
Sabia quando virar a casinha pro sol, sabia sair e entrar com educação, sabia pedir com as patinhas erguidas como quem ora.
Sabia, acima de tudo, amar. E amar muito.
Nos momentos de tristeza, ele estava ali — com presença, com olhos doces, com silêncio que acolhia.
Era mais que amigo: era alma companheira.
E mesmo na hora mais cruel… ele esperou.
Esperou por mim.
Foi arrancado da vida com brutalidade, mas partiu com doçura nos olhos e coragem no coração.
Seu último ato foi de amor: só descansou depois que me viu.
E isso eu nunca vou esquecer.
Hoje, o que fica é o vazio, o potinho sem uso, a casinha virada para um sol que ele não vai mais sentir…
Mas também ficam as memórias — tão vivas, tão doces, tão únicas quanto ele.
E o silêncio? Esse silêncio ensurdecedor da falta… aos poucos vai se transformar em saudade apertada.
Catatau foi — e sempre será — especial.
Ele viveu amado. Viveu livre. Viveu.
E agora, onde quer que esteja, tenho certeza de que encontrou um novo sol pra se deitar. 🌤️
Vai com Deus, meu Catatau.
Obrigada por tudo.
Você foi o melhor.