"Meg"

Pinscher

Foram dezesseis anos de amizade e companheirismo. dezesseis anos que cheguei em casa e você estava me esperando. Dezesseis anos de viagens de férias, muitas aventuras e cumplicidade. Você sempre foi pidona, pedia comida e carinho para o primeiro que sentasse no sofá. Isso quando não mordia a mão de quem te afagava pois já não queria mais cafuné. Quando chegava a hora de comer, você estava lá, latindo e sapateando para ganhar seu papazinho. E mesmo de barriga cheia, ainda queria um pedaço do meu. Foi assim durante muitos e muitos anos. Mesmo feliz com a minha chegada após uma viagem que não pôde ir comigo, ficava brava, como querendo dizer: "que bom que você chegou, mas estou brava pq senti saudades". Você não gostava de passear, até o dia em que seu irmão chegou em casa. Para disputar atenção, pedia para dar um rolezinho junto com ele. A chegada do Chico não foi uma coisa que você encarou com muita felicidade não, afinal, agora você não seria mais filha única. Mas mesmo assim, sempre tirava um cochilo no cobertor junto com ele. Toda essa energia e felicidade, foram sendo apagadas aos poucos. Com o tempo você já não corria mais na praia, não subia sozinha no sofá, seu coração dava sinais que de algo não ia bem. Tudo o que poderia ser feito por você, foi feito com muito amor e dedicação. Eu poderia ter ido viajar, ter saído para jantar, poderia ter feito inúmeras coisas, mas seus remédios e bem estar sempre foram minha prioridade. Porém, esses remédios já não surtiam efeito, outros probleminhas começaram a aparecer e como sempre, estávamos juntas. Se você me pedisse água às 4h da manhã, eu estava lá, sem sono, sem frio... Tudo para ajudar!!! Nos seus últimos dias, já não estava ali a minha Meme, que não gostava de deitar como um bebê no colo, mas o cansaço era tanto, que você dormi ali mesmo. Sua vitalidade havia ido embora e a cada minuto meu coração se partia um pouco mais. Sabendo que você teria que partir, meu coração batia apertadinho. Você nos ensinou muito mais do que imagina. Te peço perdão por não ter te amado na mesma proporção que você me amou. Sua ausência dói a cada minuto do meu dia. Mas me conforta saber que não existe dor, nem fome e nem frio. Espero que um dia nosso encontro aconteça e que essas lágrimas sejam apenas lembranças. Ah se eu pudesse voltar no tempo, ah se eu pudesse fazer mais por você! Que Deus te receba e que agora as corridas na praia sejam sua rotina diária. Me olhe de onde estiver, meu coração sempre será seu! Um beijo da sua mamãe Anna, da sua vovó Nice e do seu irmão Francisco e da Tia Fei.

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